sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Feminismo pioneiro

 Nísia Floresta

A fama da escritora potiguar Dionísia Gonçalves Pinto fez com que ela desse nome à sua cidade natal.Mais conhecida como Nísia Floresta, nascida na então Papari, no Rio Grande do Norte, em 12 de outubro de 1810, é uma das pioneiras do pensamento feminista no Brasil.Tanto sua trajetória profissional quanto a pessoal demonstram que ela estava à frente de seu tempo. Depois de ter se casado com apenas 13 anos, Nísia abandonou o marido e voltou a viver com a família. Em 1828, saiu da casa dos pais pela segunda vez para ir morar com um jovem que conhecera em Olinda.Foi na cidade pernambucana que Nísia publicou seus primeiros textos, no jornal Espelho das brasileiras, voltado para as mulheres da época.


Túmulo de Nísia Floresta localizado em sua cidade natal.
 

Depois da morte prematura de seu segundo marido e de um curto período morando em Porto Alegre, a escritora se mudou para o Rio de Janeiro em 1837, influenciada pela eclosão da Guerra dos Farrapos.Na capital do Império, ela abriu o Colégio Augusto, somente para meninas, que incluía em seu currículo disciplinas até então exclusivas do público masculino, como Latim e História.Em seu cotidiano, Nísia pôs em prática as ideias de mudanças da relação entre homens e mulheres que são descritas desde o seu primeiro livro, Direito das mulheres e injustiça dos homens(1832). Em 1849, Nísia se mudou para a Europa com os dois filhos.Morreu no interior da França em 1885, deixando um legado de quinze obras publicadas.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional 

Reportagem dedicada ao blog feminista da blogueira K: A História da Mulher ( http://ahistoriadamulher.blogspot.com/ ) , que procura disseminar o pensamento e a história das mulheres.

Senhores Exus

 
 Culto de candomblé

Na bahia do começo do século XIX, alguns fazendeiros se posicionaram a favor dos cultos do candomblé. Ao contrário do que parece, esta não era uma atitude benevolente para com os escravos.Como fica evidente nos escritos do conte dos Arcos, os senhores achavam que os infortúnios compartilhados pelos escravos trazidos da África eram um forte motivo para a união deles, mesmo sendo de etnias diferentes ou até inimigas.
Dessa forma, passaram a permitir que os escravos se reunissem aos domingos por etnia ou nação, para cantar e dançar, mais como uma estratégia anti-rebelião do que qualquer outra coisa.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A cor da nobreza (Pedro Santiago Barbuto)

 Hábitos e costumes da nobreza europeia

Depois que os mouros dominaram a Península Ibérica, no século VIII, os espanhóis – originalmente de pele bem branca – passaram a ter filhos mais morenos, como a maioria de sua população atual, devido à miscigenação com os invasores. A aristocracia, no entanto, orgulhava-se de não ter se misturado àquele povo de pele quase negra e apontava para as próprias veias, onde parecia correr sangue azul, como se isso fosse prova de uma ascendência mais nobre. De fato, o sangue venoso tem aspecto azulado se visto através da superfície da pele, ainda mais se esta for clara, acentuando o contraste de cores. Daí em diante, a expressão "sangre azul" percorreu o planeta como sinônimo de nobreza. Essa, pelo menos, é a versão mais aceita, encontrada em World Wide Words, do inglês Michael Quinion, bíblia da etimologia mundial.

domingo, 14 de novembro de 2010

O messias de Garanhuns

Sadabi Alexandri de Farias Rei, o Meu Rei.


Ele nasceu em meados da década 1880 em Garanhuns, no interior de Pernambuco.Fundou uma comunidade religiosa, a Fazenda Metafísica e Teológica Princípio de um Reinado, que chegou a reunir quarenta famílias.Seu nome de batismo era Cícero José de Farias, mas, por conta de uma relação divina, passou a chamar Sadabi Alexandri de Farias Rei.Além de preparar a humanidade para o terceiro milênio, que traria paz e prosperidade, recomendava o vegetarianismo e proibia terminantemente o futebol, considerado a grande causa de discórdia entre os homens."Meu Rei", como ficou conhecido, morreu em 1999, com mais de 110 anos. Mas esse messias pernambucano não deve ficar ausente por muito tempo:avisou que voltará em 2040 para completar o "processo de universalização da paz".

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional 

Vídeos sobre cultura indígena

http://www.youtube.com/watch?v=trJCzSL6gPs

http://www.youtube.com/watch?v=EeD7KyhcacQ&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=_AozyxoLvgg&feature=related

sábado, 13 de novembro de 2010

A invenção da piada

 Traje de alentejano em dia de festa


Um alentejano vai até Lisboa encontrar um amigo. Andando pelas ruas da capital portuguesa, começa a cumprimentar os manequins das lojas.O amigo lisboeta adverte: "Não precisa fazer isto. Estas figuras não são pessoas" "Está beim", respondeu o outro. Tempos depois, ao passar em frente a uma guarnição militar, o gajo esbofeteou o rosto de um soldado em posição de sentido.E arrematou: "Quem é que há de dizer que um safado destes não é gente?".
Este tipo de humor nos soa muito familiar por um simples motivo: nós conhecemos como "piada de português".Ao contrário do que muitos imaginam, não foram os brasileiros que a inventaram, mas os próprios portugueses.O alvo era o habitante do Alentejo, na região centro-sul de Portugal.Na virada do século XIX para o XX, os portugueses acabaram trazendo na bagagem o seu senso de humor, também incorporado pelos brasileiros, que acabaram generalizando o tema das anedotas e transformando a piada de alentejano em piada de português.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

domingo, 7 de novembro de 2010

O tango é brasileiro



Já sabemos que o Brasil não é apenas o país do samba. Mas, além da bossa nova, do maxixe, do choro, do forró e de uma infinidade de gêneros, é possível que tenhamos inventado o tango.É claro que hoje o tango é universalmente aceito como argentino, imortalizado na música de artistas como Carlos Gardel.Mas o que nem todos sabem é que, segundo o crítico da música Ary Vasconcellos, os primeiros tangos foram compostos e executados no Brasil.
Oficialmente, o gênero nasceu em 1871 com a música "Olhos Matadores", de Henrique Alves Mesquita.No final do século XIX e início do XX,o grande compositor de tangos brasileiros foi Ernesto Nazareth, com peças como "Breijeiro", de 1893.Os primeiros tangos argentinos foram escritos somente em 1880, quase uma década depois de "Olhos Matadores".Os hermanos chegaram depois, mas deram ao tango uma projeção internacional tão grande que o ritmo passou a ser argentino por adoção.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional